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Gato Pardo

Para quem não conhecia, saiam enquanto é tempo...Para quem já conheceu, puxem duma cadeira...Vem aí a versão 2.0...

Mais um no lombo. Isto começa a ser estranhamente habitual...

 

Como diz um amigo de muitas batalhas, I couldn´t give a bigger flying f*ck...

Mais um ano que passou (é só impressão minha ou isto a partir dos 30 é sempre a aviar?).

Vamos ao resumo habitual de 365 dias da vida felina então...

- Fiz um upgrade ao mau feitio. Em vez de perder tempo a argumentar agora simplesmente manifesto o mesmo. É mais fácil. E mais económico também. Que isto da austeridade é uma porra.

- Fiz uma spring cleaning na minha vida. Não só a alma está mais levezinha como o ambientador a alfazema ajuda a purificar o ambiente.

- Cerca de 18 garrafas de whisky recicladas (sim, porque sou um gato amigo do ambiente. Embora ocasionalmente também funcione a etanol). E devidamente vazias.

- Dediquei-me de tal forma ao aperfeiçoamento das aptidões culinárias que agora já consigo não só proporcionar uma intoxicação alimentar a uma mesa de 8 pessoas como se estiver num dia bom, proporcionar um repasto de qualidade algo duvidosa.

- Apesar das fúteis tentativas, ainda não me saiu o Euromilhões. Senão, estaria na mesma a escrever este post mas numa esplanada sediada na Polinésia Francesa...

- Todos os veículos que conduzi este anos saíram (quase) ilesos das minhas mãos. Pelo menos, que tivesse responsabilidade directa. O facto de uma tipa se ter enfiado na minha traseira (a do carro, entenda-se) porque ia a pintar as unhas não é culpa minha. Possivelmente foi do verniz que a incandiou...

- Escrevi toneladas de coisas que nunca verão a luz do dia. Principalmente porque estão numa gaveta e só escrevo de noite. E ando-me a baldar a pagar a conta da luz.

- Cerca de 198540739 cafés ingeridos. Muitos deles duplos. Sou o protótipo vivo que destrói por completo o argumento da água do Luso quando eles dizem que o ser humano é composto por cerca de 85% de água. Mas vai daí, eu sou tudo menos um ser humano normal.

- Uma placa gráfica derretida, um processador estourado e um disco rígido frito. O meu fornecedor de periféricos informáticos adora-me.

 

35 anos é uma idade simpática. Estou entre a insanidade mental dos 30 e o auge sexual dos 40. O que me torna alguém razoavelmente equilibrado entre a loucura saudável e a depravação. Sounds good...

Existem 3 coisas que desejo manter inalteradas na minha vida.

As pessoas que me rodeiam. Depois da limpeza, acho que finalmente tenho o núcleo duro (hum...duro...) desejado.

O sentido de humor. Se algum dia o perder, god help us all...

A minha forma de estar na vida. Não tenho o mínimo interesse de agradar a todos, não faço qualquer esforço para isso. Devemos ser da forma que nos sentimos bem e não da forma que os outros desejam que sejamos. O que causa uma urticária do caraças a muita gente. E agora para finalizar, vou beber um whisky e dedicar-me a coisas mais mundanas como inspirar fundo. E apreciar a brisa nocturna.

 

Prometo que não falo mais disto...Ok, talvez só mais um pouco...

Hoje para onde quer que olhasse, parecia estar a ver o trailer do "Mercenários II".

Não que estivesse a ter visões  do Sylvester Stalone devido ao consumo abusivo de cogumelos alucinogénicos ou outro tipo de droga da moda. Simplesmente porque muitas mulheres com quem falei estão com uma ganas de linchar a MRP, metê-la num espeto (o que não deixa de ser uma espécie de double jeopardy, porque um espeto já ela é) e mandá-la para a quinta das tabuletas.

Houve inclusive alguém que sugeriu a deportação da dita para a Índia visto que lá o gado vacum não tem acordo de extradição. A parte chata é que lá, tal como cá, ninguém a come. É o chamado downside bovino.

Prometo que amanhã mudo de assunto.

É que este assunto já começa a cheirar demasiado a estrume e o orçamento não contempla velas aromáticas.

Sim, estou a escrever sobre a Margarida Rebelo Pinto. Sim, estou com uma ressaca dos diabos desde ontem. Sim, Quinta da Alorna é muito bom. Sim, passei-me de vez...

Se há coisa que me irrita solenemente é depois de uma noite fantástica de excelente gastronomia, bom convívio acompanhado a moscatel e Quinta da Alorna de 2009, ser acordado por um ser demente a fecundar-me os ouvidos (o seu a seu dono. Irei pagar os devidos direitos de autor da expressão "fecundas-me o juízo" a quem de direito) sobre a Margarida Rebelo Pinto e um artigo de opinião escrito em 2010.

Foi mais ou menos isto...

 

- Gato, chegou o Dia do Juízo Final!!!

- Grunff...

- O Apocalipse!!!

- Rnhunff...

- O fim do mundo em cuecas!!!

- ...Hum...Diz-me pelo menos que o fim do mundo se assemelha a umas nádegas firmes num fio dental então...Gruunff...

- Epá, não se fala noutra coisa que não da Margarida Rebelo Pinto...

- Deves estar a gozar comigo. Acordaste-me para falar dessa pseudo diva com tendências Sarah Jessica Parkerianas? Cura-te, pá!

- Sério, lê o artigo e depois logo vês.

 

Já que me tinham acordado, fiz aquilo que qualquer ser humano digno desse nome faria. Virei o rabo para o outro lado e dormi mais uma horita. Depois acordei, fui tomar banho, bebi o meu café e fumei o meu primeiro cigarro do dia. Bebi o meu segundo café e fui trabalhar. E depois sim, fui ver que raio era este MRPGate com cheiro a queijo flamengo.

Quem me lê (o meu bem haja às duas pessoas que o fazem. Obrigado mãe. Obrigado pai.) sabe que eu não gosto da Rebelo Pinto.

Por um lado, a literatura de cordel não me estimula. Depois, porque acho a mulher um atentado ao género em si. Ah, e também o facto de não ser particular adepto do plágio. Não sei, é uma falha de carácter que tenho.

Perdi 3 preciosos minutos da minha vida (já contando com o minuto em que tive uma vontade incontrolável de coçar os tomates e tive de lidar com o assunto porque a MRP realmente causa-se urticária) a ler para mim o famigerado artigo.

O que foi aproximadamente isto.

 

- Elemento...Nome genérico...Gordinha...Ok, portanto as mulheres mais anafadinhas em 2010 eram alternativa aos medicamentos de marca. Ok. Gorda e sem formas? Só são papadas por gajos com 7 vodkas em cima? Bisontes? Ok, há aqui sem dúvida algum ressabiamento para com as mulheres curvilíneas. Mas quase não se nota...NOT! Gordinhas, mascotes de grupo, pena? Penas têm as galinhas, pá! Quase nunca conseguem arranjar namorado? Ok, já não consigo mais. Até eu tenho os meus limites.

 

Margarida...Filha...Moçoila...Deixa-me contar-te uma história.

Tenho na minha mais alta estima várias amigas a que apelidas de certos elementos. Não estarão no seu peso ideal mas têm um peso incomensurável na minha vida. Desconheço se comer um bife na Portugália faz parte do roteiro gastronómico delas mas sei que comem mais e melhor que tu.

Depois tenho também na minha alta estima as que apelidas de gajas giras. Daquelas que até os postes de alta tensão ganham erecções à sua passagem. E sim, que tenho também a certeza que comem mais e melhor que tu.

Ambas dizem palavrões, falam de sexo à mesa, fora da mesa, em cima da mesa e até de coisas que fazem debaixo da mesa. Bebem os seus copos e repetem a dose as vezes que assim o entendem.

Agora surge a minha dúvida. Ao ler esta...hã...coisa que escreveste anos atrás fico a ligeira sensação que isto voltou a dar à costa por uma necessidade de fazeres lembrar as pessoas que ainda respiras. Sim, porque os méritos literários são dúbios. A velha máxima do "falem bem ou falem mal, tanto se me dá desde que falem".

Mas voltando ao tópico. Fiquei então com a sensação que ao ler o artigo que as meninas anafadas são umas vadias que não só se divertem mais, bebem mais, f*dem mais e ainda por cima urinam com total impunidade no Bairro Alto como ainda por cima destroem a reputação que as meninas giras tanto lutam por construir.

Existem 2 tipos de mulheres.

As que não interessam nem ao menino Jesus (indiferentemente de serem as suas amigas giras ou boazonas, vai dar ao mesmo).

E as que são verdadeiramente interessantes ao ponto de Jesus querer ressuscitar uma vez mais (gordinhas, anafadas, paus de virar tripas, tábuas de passar a ferro, whatever...)

Sim, os olhos comem. Mas o verdadeiro repasto da alma começa quando uma mulher abre a boca. E não, não é para isso, sua marota. Chama-se personalidade.

E sim, quase que seria capaz de apostar o meu testículo esquerdo que alguma menina gordinha lhe tomou um masculino brinquedo de estimação. E sem recurso a 7 vodkas.

Como diz uma amiga minha, "A única razão pela qual tenho excesso de peso é porque se fosse lingrinhas não tinha onde arrumar tanta personalidade".

50 sombras de Grey...

Ando para escrever algo vai para alguns dias mas por manifesta falta de tempo não o consegui fazer.

Estou a ficar um pouco cansado de tanto alarido com as 50 sombras de Grey.

Primeiro, porque já não ouvia tanto alarido sobre um livro desde o tempo dos manuais de condução do João Catatau (sim, desculpem lá mas Twilight e Harry Potter não fazem parte das minhas escolhas habituais de leitura). Depois, porque parece que o mundo feminino descobriu finalmente a pólvora.

Então mas só agora é que se chegou à brilhante conclusão que os homens (quando querem) conseguem dar uso a uma gravata cinzenta de 30 maneiras diferentes? Eu pessoalmente prefiro a cor azul. E não me recordo de ter havido reclamações. Olha que chatice.

Há quem considere o livro soft porn. Não sei. Talvez. Não comprei o livro e provavelmente não o farei. Mas como habitualmente, para escrever sobre algo faço algum trabalho de casa. Chama-se sinopse.

Eis a minha versão.

"Menina conhece homem de poder. Homem de poder conhece menina inocente e estudante de literatura. Homem é podre de bom e cheio de guito. Homem quer papar a a menina inocente e de charme discreto."

E depois há algo chamado "O quarto vermelho da dor". Portanto, o gajo é benfiquista! Só pode...

Agora um pouco mais a sério. Não vejo na sinopse algo que me faça aquele clique do qual preciso para me levar a comprar um livro. Se calhar porque conheço demasiado bem o mundo das gravatas, algemas, a imensidão de aromas e o despertar de sentidos que apenas ocorrem em determinados contextos e momentos.

A pièce de résistance foi algo que me disseram hoje. E sim, são estas coisas que elevam o meu ego a Marte para fazer companhia ao Curiosity.

 

- Olha, acabei de ler o "50 Sombras de Grey" e pensei em ti...Lembro-me de que em tempos áureos escrevias algo semelhante...mas melhor!

 

Foi giro ouvir isto. Mas continua a não ser o suficiente para me levar a comprar o livro. Como alguém uma vez me disse, "qualquer m*rdas hoje em dia escreve um livro". É verdade. É por isso que não sou um escritor. Sou um contador de histórias. And a f*cking good one.

Resumo de 15 dias de férias...

- Uma ocasional percentagem altíssima de alcoolémia que me levou num determinado momento a tentar brindar com uma piscina ao mesmo tempo que tentava mergulhar numa caipirinha...

- Um bronzeado bastante razoável o que comprova a minha teoria que não são precisos 6 meses no Wall Street Institute para aprender crioulo. Bastam 15 dias e uns quantos martinis...

- Descobri o Phelps em mim. O que soa bastante gay, diga-se de passagem. Mais ainda se nadarmos no estilo mariposa. Aí, é mesmo muito gay. Mas apenas isso. A natação tem benefícios óbvios. Tonifica o corpo. Obriga músculos que desconhecemos ter a dar o litro sob o risco de nos afundarmos como uma pedra. E estimula os reflexos. Perdi a conta ao nº de putos que ia atropelando e braçadeiras da Hello Kitty que me foram arremessadas.

- Algumas localidades do Algarve são cada vez mais a carpete vermelha dos Globos de Ouro. Nunca vi tanta dondoca a passar 4 horas no cabeleireiro para ir beber café à noite. Alguns espécimes fizeram-me realmente pensar que tenho sido muito injusto para com a Ana Salazar ao longo dos anos. Ana, fofa, o teu cabelo é lindo. Adoro que saias à rua com o cabelo da mesma forma com que acordas. Nunca mudes, tá?

- Não escrevi uma palavra durante todo este tempo. Ok, é mentira. Escrevi uma nota de agradecimento no bar de um amigo. Grande noite. Bons mojitos.

- Enfardei jogos olímpicos para os próximos 4 anos. É muito desporto para um gato só. No more, please...

- Descansei verdadeiramente. Tal não acontecia vai para vários anos. Sensação estranha. Uma pessoa habitua-se a um determinado ritmo que quando se vê no canto oposto, é de levar um gajo à loucura.

- Graças aos meus vizinhos do lado, aprendi calão sexual holandês.  Dank u. Dankzij jullie, was ik getraumatiseerd voor de rest van mijn dagen. Crazy!

 

E agora, voltemos à normalidade. Que é como quem diz, falar mal de tudo que se mexa...

Uma caixinha catita que permite pesquisar as entranhas dos últimos anos de posts. Muito útil, principalmente porque nem eu já me lembro de metade do que escrevi...

 

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